Quais são os motivos para adicionar gelo ao concreto? Descubra!

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A concretagem é uma etapa crucial na construção civil, de pequenos projetos a projetos de grande escala. E se você não domina engenharia, vale explicar que, nesse processo, o controle da temperatura do concreto é importante e muito desafiador – sobretudo agora, com as mudanças climáticas.

Durante a cura, já há um calor gerado – especialmente em volumes maiores de massa -, que pode ser equilibrado com a hidratação do cimento. Qualquer alteração indevida deve comprometer a durabilidade e resistência do material. Para evitar esse problema, a utilização do gelo na mistura tem se mostrado uma solução eficiente e inovadora. O Engenharia 360 explica melhor o caso no artigo a seguir!

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Imagem reproduzida de Concreto Usinado

O impacto do calor na cura do concreto

Como explicamos no começo deste texto, a reação de hidratação do cimento ocorre durante a cura do concreto, havendo liberação de calor. Esse é um processo, portanto, exotérmico. E quanto mais massa de concreto é utilizada, maior será a temperatura atingida numa obra. Esse calor excessivo é tão poderoso que pode gerar tensões térmicas, comprometendo a segurança estrutural.

Aliás, essas tensões ocorrem porque no interior dos elementos concretados a massa se expande devido ao calor, enquanto as partes extremas, mais frias, permanecem contraídas. Essa diferença de temperatura pode levar ao surgimento de fissuras.

Na faculdade de engenharia, são ensinados alguns métodos de resfriamento do concreto, como a cura com água. O problema é que isso nem sempre é eficaz, pois não conseguiria atingir o núcleo das peças. É nesse cenário que o gelo entra como uma solução estratégica.

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Imagem reproduzida de Monobeton

Como o gelo é incorporado ao concreto

Os engenheiros usam o gelo (triturado) durante a cura do concreto, substituindo uma parte da água utilizada na mistura. Ao derreter gradualmente, essa água consegue absorver o calor da reação de hidratação, mantendo ou até reduzindo, de modo uniforme, a temperatura do concreto a níveis seguros. E caso você esteja se perguntando, esclarecemos que, mesmo durante o transporte, o concreto continua sendo misturado, garantindo que o gelo se dissolva completamente antes da aplicação. Então, a mistura chega ao local da obra com a temperatura ideal.

A saber, a quantidade de gelo no concreto deve ser muito bem calculada previamente para garantir o resfriamento. Ademais, a temperatura final da massa deve ser monitorada para garantir que esteja dentro dos limites seguros.

Exemplos práticos de gelo no concreto

Um exemplo notável da engenharia de uso de gelo na concretagem é a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, em 1984. Inclusive, naquela época, foi construída uma usina de produção de gelo no local da obra para suprir a demanda.

Então, como você pode imaginar, o uso de gelo em processo de cura de concreto não é algo comum na engenharia civil. Mas, eventualmente, identifica-se a necessidade em grandes projetos que demandam alto volume de concreto. Podemos citar como exemplo as barragens, pontes, viadutos e grandes fundações.

Resumo dos benefícios do uso de gelo no concreto

  • Prevenção de fissuras: O resfriamento com gelo reduz tensões térmicas e evita rachaduras.
  • Maior durabilidade: Evita fissuras e desgastes prematuros, prolongando a vida útil do concreto.
  • Melhor trabalhabilidade: Retarda o endurecimento, facilitando a aplicação, especialmente em climas quentes.
  • Hidratação eficiente: Mantém o processo adequado, evitando reações aceleradas pelo calor.
  • Uso em grandes estruturas: Essencial para controle térmico e durabilidade em construções de grande porte.
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Imagem reproduzida de Metalenge Concretos

Alternativas ao gelo para resfriamento do concreto

O uso de gelo é realmente uma grande solução para controle de temperatura durante a cura do concreto. Embora tenha um custo elevado, seus benefícios justificam o investimento em projetos de grande porte.

O problema é que, em algumas situações, isso pode ser inviável. Por exemplo, quando há restrições logísticas ou financeiras. Mas os engenheiros podem sugerir alternativas. Uma delas é a utilização da técnica de pós-refrigeração, com inserção de tubos dentro da estrutura de concreto, pelos quais circula água fria para dissipar o calor gerado pela hidratação. Também uso de nitrogênio líquido, adicionado diretamente na betoneira.

Veja Também: Cura do concreto: controle de temperatura


Fontes: AEC Web, Mapa da Obra.

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