Cortes em pesquisas de saúde nos EUA alarmam comunidade científica global

Os cortes bilionários anunciados pelo governo Trump nos Estados Unidos, que afetaram diretamente as pesquisas financiadas pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), estão gerando grande preocupação na comunidade científica. Com um bloqueio estimado em US$ 4 bilhões, a decisão de redirecionar os fundos para custos de infraestrutura afetou significativamente não só as pesquisas em andamento, mas também universidades e postos de trabalho em todo o mundo.

O NIH, uma das principais fontes de financiamento de pesquisas em saúde, é essencial para avanços em tratamentos para câncer, transplantes e desenvolvimento de vacinas. Agora, com limites impostos aos gastos indiretos, a pesquisa enfrenta desafios que podem comprometer seu progresso na próxima década.

A Dra. Greyce Lousana, presidente executiva da Sociedade Brasileira de Profissionais em Pesquisa Clínica (SBPPC), comenta que: “quando você pensa que um governo de um país como os Estados Unidos, uma grande potência em vários aspectos, resolve fazer cortes absolutamente expressivos em pesquisas que já estavam em andamento, não só nos Estados Unidos, mas em vários outros locais do mundo, isso tem um impacto enorme com graves consequências. A pesquisa é contínua, não adianta financiar um estudo hoje e depois cortar as verbas”, explica a especialista.

Dra. Greyce destacou que “muitas pesquisas param no meio do caminho”, o que não apenas representa uma perda do investimento feito até o momento, mas também impossibilita o planejamento de futuros estudos para combater novas doenças e desenvolver tecnologias emergentes.

A decisão do governo dos EUA gerou uma reação em cadeia, afetando significativamente ecossistemas acadêmicos e industriais dependentes da pesquisa científica. Além das consequências econômicas imediatas, um ambiente de incerteza se instalou, com pesquisadores apreensivos sobre a possibilidade de cortes futuros.

Em um momento em que a esperança reside na inovação científica para vencer desafios globais, a estabilidade e a continuidade desses investimentos são cruciais. Para países em desenvolvimento e para o avanço global da ciência médica, tais restrições representam riscos imensuráveis à capacidade de adaptação frente aos novos desafios de saúde pública e crises humanitárias iminentes.

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