Descubra o que é a Internet a Laser, inovação da Alphabet para enfrentar a Starlink

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Aposto que você não sabe, mas a empresa-mãe da Google chama-se Alphabet; e essa empresa está trabalhando hoje para bater de frente e desafiar a Starlink, de Elon Musk. Ela promete transformar a forma como nos comunicamos, provocando uma verdadeira revolução na conectividade global. Como? Através de uma tecnologia inovadora, baseada em Internet a Laser e originária do laboratório de inovação Google X Moonshot.

Recentemente, a companhia anunciou o spin-off da Taara, uma startup que promete levar Internet de alta velocidade a áreas remotas utilizando laser. Mas como isso se dá na prática? O Engenharia 360 explica no texto a seguir!

O nascimento do projeto Taara

Taara é um projeto que nasceu dentro do laboratório de inovação da Alphabet, chamado Google X Moonshot. O mesmo também foi responsável pela criação de outras iniciativas da empresa, como de veículos autônomos (Waymo).

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Imagemd e CC0 Domínio público em PxHere

Inicialmente, o Taara foi desenvolvido como um braço do trabalho do Loon, que se valia de balões para fornecimento de Internet em locais remotos. O Loon foi descontinuado em 2021, devido a desafios regulatórios e operacionais, mas o Taara não. Esse projeto, então, ganhou uma nova abordagem: utilizar feixes de luz de alta velocidade para transmissão de dados, sem a necessidade de infraestrutura física extensiva (cavar valas ou instalar cabos subterrâneos), tornando a conexão mais acessível e eficiente.

Funcionamento da Internet a Laser

O sistema Taara utiliza feixes de luz altamente concentrados para transmissão de dados entre dois pontos. Basicamente, um feixe de luz ultrafino é disparado entre terminais que possuem dimensões semelhantes a um semáforo – podendo o receptor, nesse caso, ter 1,5 polegadas de diâmetro. Aliás, nessas condições, seria possível transmissão de dados de até 20 Gbps em distâncias de até 20 km.

Na prática, o Taara poderia expandir redes de fibra ótica e a baixo custo e tempo de instalação.

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Ilustração reproduzida de Startse

Vantagens competitivas da Taara

Em entrevista, Eric Teller, diretor do Google X Moonshot, destacou as vantagens competitivas do sistema Taara sobre a Starlink. Vamos lá às explicações! Neste momento, a empresa de Elon Musk utiliza satélites (uma constelação) para fornecer Internet diretamente aos seus consumidores, certo? Esses satélites se valem de sinais de rádio, que podem sofrer congestionamento em áreas com muitos usuários.

Por outro lado, a proposta da Google é adotar feixes de laser originados de dispositivos instalados facilmente em postes, fachadas de prédios e troncos de árvores, podendo ser escalada sem a necessidade de lançamento espacial. A solução poderia contar com a parceria de grandes operadoras de telecomunicações. E mais, não precisaria de licitações para aquisição de espectro de radiofrequência, reduzindo burocracias e acelerando o acesso à Internet.

Segundo os desenvolvedores da tecnologia, o sistema Taara permitiria a expansão de cobertura em áreas de difícil acesso e a suplementação de redes congestionadas em áreas urbanas densas.

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Imagem reproduzida de Startse

Perspectivas para o futuro da conectividade

Então, quem leva a melhor: Taara ou Starlink? Pelo jeito, o Taara, da Alphabet/Google. A saber, seu modelo já vem sendo explorado em 12 países ao redor do mundo, incluindo Índia e partes da África. Um dos projetos mais ambiciosos conecta Brazzaville e Kinshasa, no Congo. O sistema também já foi utilizado para reforçar redes móveis durante uma edição do festival Coachella, nos Estados Unidos. No entanto, ainda não há previsão para sua chegada ao Brasil.

O que esperar do futuro? Pois bem, o projeto Taara está investigando neste momento o desenvolvimento de um chip fotônico de silício que pode reduzir a dependência de lentes e espelhos em seus terminais. Isso permitiria a criação de redes LiFi (Internet via luz), que poderiam ser utilizadas em escritórios e ambientes urbanos. Se essa tecnologia for bem-sucedida, pode transformar a maneira como a Internet é distribuída, reduzindo ainda mais custos e aumentando a eficiência.

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Fontes: Poder 360, Forbes, Startse, InfoMoney.

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