Queda em vendas e valuation: Tesla não teve um bom trimestre

2025 não começou bem para a Tesla e Elon Musk | Foto: Canva
2025 não começou bem para a Tesla e Elon Musk | Foto: Canva

Apesar de Elon Musk ter começado o ano todo “pimpão”, com seu valor de mercado nas alturas e pulando no palanque após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais nos EUA, as coisas viraram rápido para o bilionário e uma de suas principais companhias, a Tesla. A montadora registrou uma queda de 13% nas entregas de veículos no primeiro trimestre de 2025.

Segundo o recente relatório de resultados da montadora, divulgado nesta quarta (02), a empresa comercializou 336 mil unidades nos três primeiros meses do ano, abaixo das expectativas dos analistas que previam cerca de 390 mil a 408 mil veículos entregues. Esse desempenho representa o pior resultado trimestral da empresa nos últimos três anos.

As perdas em faturamento vem no rastro de uma acentuada queda em valuation nas últimas semanas. As ações da Tesla despencaram 36% nos primeiros três meses do ano, marcando sua maior queda desde 2022 e a terceira maior queda trimestral já registrada.

Além na queda em vendas, a produção também sofreu uma redução, com 362 mil veículos fabricados entre janeiro e março de 2025, uma diminuição de 16,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para explicar os números abaixo do esperado, a Tesla disse que passou por interrupções na produção devido à transição para a nova linha do Model Y, que resultou em “várias semanas de perda de produção”.

Além dos desafios operacionais, a empresa enfrenta uma crescente concorrência no mercado de veículos elétricos, especialmente de fabricantes chineses como a BYD. Em março, a BYD vendeu 371 mil veículos, enquanto que no mesmo mês a Tesla ficou em parcos 78 mil veículos vendidos.

Além das vendas

Entretanto, outro fator agravante para a Tesla tem a ver com as ambições políticas de Elon Musk. As controvérsias do empresário à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) têm impactado negativamente a imagem da Tesla, com protestos e boicotes contra a empresa. Incidentes de vandalismo e incêndios criminosos em concessionárias da Tesla foram registrados em várias cidades.

Esses fatores combinados resultaram em uma queda de aproximadamente 36% no valor das ações da montadora desde o início do ano, representando uma das maiores quedas trimestrais da empresa.

Inclusive, a imagem negativa que Elon conquistou nas últimas semanas está até balançando a relação do bilionário com o presidente Donald Trump. Segundo revelaram fontes ao site norte-americano Politico, o presidente ianque já comenta em alguns círculos internos na Casa Branca que Elon e seu departamento podem perder espaço nos próximos meses.

A retirada de Elon Musk se tornou uma possibilidade em função de alguns membros do governo Trump e muitos aliados externos ter se frustrado com sua imprevisibilidade e passaram a vê-lo cada vez mais como um passivo político.

O lado positivo disso tudo? Com os rumores de uma saída do bilionário de seu papel central na Casa Branca, já teve gente se animando e voltando a comprar ações na Tesla, recuperando 5% após perder 6,4% em função dos números desapontadores do primeiro trimestre. Volatilidade é isso aí.

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