Secretaria da Segurança divulga identidade do suspeito de matar estudante da USP, na Zona Leste de São Paulo


Esteliano José Madureira, de 43 anos, foi identificado após a divulgação do retrato falado, produzido com ajuda de inteligência artificial. Ele seria o homem que aparece nas imagens obtidas pela polícia abordando Bruna Oliveira na saída da estação Itaquera. Esteliano José Madureira, de 43 anos, procurado por ser suspeito da morte da estudante da USP Bruna Oliveira da Silva.
Divulgação/SSP
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) divulgou nesta quarta-feira (23) a identidade do homem acusado de ser o suposto assassino da estudante da USP Bruna Oliveira da Silva, na Zona Leste de São Paulo.
Esteliano José Madureira, de 43 anos, foi identificado após a divulgação do retrato falado, produzido com ajuda de inteligência artificial, a partir de imagens de câmeras de segurança obtidas pelos investigadores.
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O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) – que investiga o caso – já pediu a prisão temporária do acusado.
Fontes da Polícia Civil afirmam que um laudo preliminar apontou que a provável causa da morte da estudante foi asfixia por estrangulamento. Porém, o laudo oficial não ficou pronto. Os peritos aguardam resultados de outros exames complementares.
Na noite desta terça (22), a Polícia Civil já tinha feito uma operação para tentar identificar e prender o homem que abordou a jovem na saída do Terminal do Metrô Itaquera, na Linha 3-Vermelha, mas as diligências não encontraram o suspeito.
Câmeras de segurança registraram o momento em que o mesmo homem do retrato falado segue e aborda a estudante, na saída do Terminal Itaquera (veja vídeo abaixo).
Vídeo mostra momento em que homem segue estudante da USP morta perto de metrô
O Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso como assassinato e tenta esclarecer o motivo do crime.
“Nossas equipes buscam localizar esse homem, que sabemos que é morador da região, mas não conhecia a vítima. Nos vídeos analisados ele aparece seguindo a estudante, depois as imagens não mostram mais nada nem os dois. Suspeitamos que ele a agarrou e a levou para o local onde a matou”, disse Ivalda Aleixo, diretora do DHPP.
Retrato falado do suposto assassino da estudante Bruna Oliveira, na Zona Leste de São Paulo.
Reprodução/TV Globo
A estudante tinha 28 anos e estava desaparecida desde 13 de abril, quando havia saído da estação do Metrô Corinthians-Itaquera a caminho de casa, onde morava com o pai. A TV Globo teve acesso a um outro vídeo que mostra a vítima caminhando sozinha (veja abaixo).
Seu corpo foi encontrado na quinta-feira (17) em um estacionamento próximo. Estava seminu e machucado, com sinais de violência e queimaduras. Ao lado dele, foi encontrado um sutiã e um saco plástico, que foram apreendidos pela perícia.
Câmeras mostram estudante saindo do terminal antes de ser morta em SP
O Instituto Médico Legal (IML) da Superintendência da Polícia Técnico-Científica realiza exames para apontar qual foi a causa da morte. Segundo peritos, uma das possibilidades é a de que a jovem pode ter sido agredida, queimada e asfixiada. Mas só um laudo pericial oficial que irá apontar como ela morreu ainda não ficou pronto.
O caso havia sido registrado inicialmente como “morte suspeita” a apurar no 24º Distrito Policial (DP), Ponte Rasa. Mas devido à complexidade dele, foi encaminhado para o DHPP, onde a delegacia especializada encontrou indícios de crime no corpo de Bruna.
“O mais provável é que ela tenha sido assassinada”, falou Ivalda.
Corpo de estudante que desapareceu após sair da estação Itaquera é encontrado com marcas de agressão em SP
Bruna deixou um filho de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior. Seu ex-marido, o atual namorado da estudante e a família dela foram ouvidos pela polícia. Os depoimentos deles vão ajudar a investigação no inquérito que tenta esclarecer a morte dela.
Segundo seus parentes, antes de desaparecer, a estudante estava na casa do namorado. “Quando vi que ela não tinha chegado, foi um choque”, falou Igor Rafael Sales, que namorava Bruna havia três meses. Ele mora no Butantã, na Zona Oeste da capital.
Bruna Oliveira da Silva e namorado Igor Sales
Arquivo Pessoal
Quem era Bruna
Bruna era formada em história pela Universidade de São Paulo (USP). Fez mestrado no programa de história social da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP em 2020. Atualmente, tinha sido aprovada para o mestrado de pós-graduação em mudança social e participação política da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) na mesma universidade.
“Minha filha sempre lutou em prol do feminismo. Ela era muito contra a violência contra a mulher. Ela estudava isso e morreu exatamente como ela mais temia e como eu mais temia. E aí pergunto: ‘por que não fui eu?’. A dor seria bem menor”, afirmou a mãe da estudante, Simone da Silva, à TV Globo.
Por meio de nota, a direção da EACH lamentou a morte de sua aluna: “A direção envia os sentimentos aos familiares e amigos”.
Pais de Bruna Oliveira
TV Globo
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